15 dezembro 2009

aconteceu comigo

Hoje pela manhã, fui manquitolando efetuar alguns pagamentos. Não é muito longe de casa, mas na condição atual, por causa da dor no pé, até meu quintal é longe e penso duas vezes para ir até lá. Mas, como ia dizendo, estava indo para a lotérica, quando uma vizinha querida, me alcançou e fomos conversando lado a lado. Como ela anda tão rápido quanto eu, em dias normais, falei-lhe que seguisse em seu ritmo, que eu não estava podendo acompanhá-la e não queria atrapalhar sua caminhada. Ela me respondeu que iria comigo e que só passava naquela rua em que estávamos, mais depressa, quando estava só. Isso por conta de acontecimentos desagradáveis ocorridos há alguns anos, com ela e uma irmã dela. Coisas que não se esquece e que traumatiza. Assim falando e conversando, chegamos ao nosso destino. Paguei minhas contas, depois entrei no super mercado para comprinhas de mistura para o almoço e depois, ainda manquitolando, peguei o caminho de volta, pela mesma rua por onde passamos na ida. Nessa rua, até um tempo atrás, tinha muitos terrenos baldios, mas agora está totalmente povoada e tem bastante transito de pessoas e de carros. Quando virei a esquina dessa rua, cujo final é na minha casa, dei de cara com um rapaz. Entroncado, baixinho, com um boné enterrado na cabeça. Passei na boa por ele, que assim de sopetão, virou e veio atrás de mim. Estranhei seu comportamento e andei um pouco mais rápido. Ele acelerou seu passo também. Diminui a minha velocidade e ele a dele. Nesse momento, a dita rua estava deserta de pessoas e isso me deixou inquieta. Lembrei-me daquelas instruções de agentes de segurança: tempos atrás diziam para não gritar socorro e sim FOGO. Pois ao ouvir essa palavra, pessoas viriam ver o ocorrido e o possível molestador, iria embora. Mas agora o conselho é gritar o nome de alguém, uma vez que o cidadão que está importunando, nunca sabe se é pedido de socorro ou se de fato, alguém conhecido seu, está por perto e dessa forma, se manda. Lembrando disso, ergui a cabeça e dei um baita grito pra ninguém: Sergio!, gritei. Espere por mim! E abanei a mão como quando a gente dá cháu. No mesmo instante, o tranqueira virou novamente e partiu em direção contrária. Passado o susto, vim até a minha casa dando risada sozinha. Que palhaçada. Que quadro incrível, eu uma mulher grandona, de 55 anos, gritando e dando chau na rua, pra ninguém Mas isso me preocupou bastante, pois e se fosse uma criança, ou uma pessoa mais indefesa? O que poderia ter acontecido? Nem é bom pensar. Uma coisa é certa. Foi-se o tempo que bandido escolhia hora, lugar e oportunidade. Agora não. Eles criam a oportunidade e qualquer hora é hora e lugar. É esquisito, mas que vale a pena gritar por alguém vale. Pra mim valeu.

4 comentários:

Maria Inês Feijó disse...

Oi Welze!!Graças aos céus não te aconteceu nada de ruim!!!Infelizmente a coisa por aí não está para brincadeira, tem que andar sempre "antenado". Bjs

Rachel disse...

Que sorte a sua Welze, ainda bem que deu certo.
Vou guardar bem essa dica, vai que um dia eu precise, também vou contar pra todos do meu círculo de amizade pra ficarem espertos e atentos.
Bjuss! Ótima semana para você!!!

Blog da Chris disse...

Que susto hein!!!
Obrigada pelo seu recado no meu blog!!!

Bjs

Glorinha Leão disse...

CaracAa amiga, que sustão ein? Ainda bem que ele não te seguiu, aqui isso já não cola mais, os bandidos daqui são tão espertos que se vc chamar a polícia, eles nem ligam, sabem que vai demorar mesmo...eu, nunca fui assaltada, só uma vez há muuuuitos anos atrás, quando ainda fazia faculdade...e eles nem andavam armados ainda, quando muito era canivete...sabe que eu enfrentei e não deixei ele meter a mão na minha bolsa?
Agora, se não ficar quietinha eles mandam bala na gente...é minha amiga iutros tempos, e aqui, o buraco é mais em baixo...
Beijos!