26 março 2010

VIZINHOS E VIZINHOS

Ou deveria dizer: VIZINHOS X VIZINHOS
Tem gente que não conhece palavras e ações como, tolerância, delicadeza, gentileza, bom senso.
Adoro minha vizinhança. Quase que em sua totalidade. Sim, quase. Isso por conta de uma cidadã que é de amargar. Como diria minha mãe, ela é um purgante. Aquilo que você não gosta mas de vez em quando tem que engolir.
Essa SENHORA, já se indispôs com muita gente daqui do nosso pedaço.
Eu, para me resguardar, sempre pratiquei com ela a política da boa vizinhança. Só bons dias, boas noites e só.
Mas ela está cada vez pior. Se incomoda com tudo que acontece na rua perto de sua casa. Se alguém acelera o carro, ou buzina, ou bate a porta dele em frente da sua residência, é motivo para ouvir reclamações por parte dela. Parece até um fiscal da rua. Está sempre de antena ligada à tudo que ocorre por aqui. Sua casa já foi motivo de denúncia por parte de outra nossa vizinha por causa do mal cheiro. Ela tem como bichos de estimação um sem número de gatos e agora, um cachorrinho. Os bichanos ficam só dentro da casa dela e não se vê os ditos na rua e agora por causa do au au nem na área da frente. Conclusão. A casa recende a um odor insuportável. O máximo que vejo ela fazer é jogar água na frente para "lavar" o xixi do cachorro. A vizinha que se manifestou junto a Vigilância Sanitária não teve uma resposta concreta e a farra do boi, ou seja, o mau cheiro continua. Mas para que não surjam discussões, ninguém passa muito perto da casa dela e assim continuamos nossa vida. Dizem as não tão más línguas, que um namorado da filha dela, quando veio até a sua casa para conhecer-lhe, não aguentou os gatos subindo pela suas(do namorado)pernas e o mau cheiro, se mandou e dando uma desculpa esfarrapado, terminou o que acabava de começar. Não acho que isso seja tão difícil de realmente ter acontecido. Com certeza é verdade sim.
Mas hoje, a cidadã quase me tirou do sério. Estava eu levando o lixo de casa ao container para posterior recolhimento pelo caminhão de lixo, quando, como de costume, minha cachorrinha Vivi, se adiantou e foi na frente. Chegou ao container antes de mim, me esperou e ao voltar, atravessou a rua e foi até a frente da casa da megera. O cachorrinho dela se entusiasmou pela Vivi, como sempre faz e latiu. Ela veio correndo de dentro de sua casa e sem me dar tempo para chamar a Vivi, soltou impropérios em alto e bom som, dizendo inclusive _"Ai meu Deus, essa praga, essa doença veio amolar no meu portão". Gente, como uma pessoa pode em nome de Deus, chamar um ser tão alegre, quase sorridente, como é a Vivi, de doença ou praga? Mandei que a Vivi entrasse em casa ao que ela obedeceu com o rabinho entre as pernas e assustada com os gritos da tranqueira, se enfiou na casinha e lá ficou. Tive vontade de falar umas e tantas para essa senhora, mas me limitei a voltar para casa. Iria dar no que ela queria, uma vez que só comigo ela ainda não arranjou briga e discussão. Não dei o gosto, mas que tive ânsia de fazê-lo, a isso tive.

Um comentário:

SUELY PERES disse...

Tolerãncia 1000 a sua amiga, eu só de ler fiquei tremendo kkkkkkkkkkkkkk, como eu queria suportar assim essas situações.mais tu esta é certa, é assim que devemos ser, um dia eu aprendo a me controlar. beijinhos