11 agosto 2010

NÃO SE DISCUTE...

Tem assuntos que não se discute. Como sempre ouvi falar, não se discute religião, política e futebol. Concordo. A voz do povo é sábia. Política, por exemplo, é assunto danado de perigoso de se conversar. Normalmente acaba em discussão. Cada um tem seu ponto de vista, seu candidato e quanto mais acalorada a conversa, mais afoitos os correligionários, mais arraigados os partidários de um candidato, maiores as chances dessa conversa acabar em discussão, quiçá briga. Quando os candidatos são diferentes, é claro. Ontem presenciei uma conversa sobre os candidatos à Presidência da República. Não se estenderam, os conversantes, ao ponte de discussão, mas não entraram num acordo e nunca entrariam. Cada um com seu candidato. Cada qual com sua opinião. Mas o mais incrível que pude observar, é que de ambos os lado, não se aprovava nenhum candidato e sim descia-se a lenha no outro. É mais ou menos assim: Vou votar em Fulano por que o Beltrano é tranqueira demais da conta. Votarei no Sicrano porque o outro não vale meu voto. Tem gente ainda que fala: Não votarei em nenhum porque nenhum presta. Ouvi até falarem que há mais de dez anos neguinho não vota porque nenhum político faz nada por ninguém. Ô coisa difícil de se entender e explicar é essa tal política, eleição, candidatos, votos e tudo mais de cerca uma eleição. Não faço e nunca fiz campanha para nenhum político ou partido, mas nem por isso, voto em branco ou anulo meu voto. Me respeito o suficiente para, de maneira nenhuma, comparecer ao local da votação, esperar na maioria das vezes por horas para conseguir votar e deixar de exprimir minha vontade política. Isso nunca fiz. Posso não ter tido ou visto resultado que esperava de algum ou dos políticos como um todo, mas meu direito exerço e faço minha obrigação. Nuca vou para uma votação sem conhecer o mínimo do candidato que escolhi. Já quebrei, como a maioria dos brasileiros, a cara muitas vezes, mas continuo tentando o melhor para nós e uma maneira de tentar isso, é através do voto. Pelo menos posso reclamar quando a coisa não anda bem. Será que quem não vota, vota em branco ou anula seu voto, pode fazer o mesmo? Só reclamar não adianta. Agora, que é muito engraçado, senão triste, ver duas pessoas falando sobre seus candidatos, cada qual descendo a lenha no candidato do outro, ah isso é. Engraçado, mas profundamente triste. Me faz pensar que nenhum dos dois lados está certo. Isso é de matar de tristeza. Seria muito bom se a dúvida estivesse em quem seria o melhor presidente e não o menos ruim.

3 comentários:

Vera Ferraz disse...

Muito inteligente a sua postagem Welze, tb fico triste quando escuto muita gente dizer que vota em branco. Concordo plenamente com vc e tb não abro mão do meu direito de votar, omissão não é comigo, prefiro errar tentando do que nem tentar. Bjs

JOANA CAMPOS disse...

Xiii amiga, a dúvida de o melhor presidente vai custar viu!

ó aprendí que poliitica, religiao e jogo não se discute depois que casei...aff! tenho um cunhado que é sempre do contra...ele é o JURANDIR, jura que sabe tudo, e sempre acha de discordar em especial de mim, e em relação a religião...mas aprendí fingir que nem tô ouvindo e peço logo a presença do Espírito Santo, fico calada e deixo ele pra lá...porque TENTO ser evangélica..tudo é motivo pra falar mau de pastores, condenar os dízimos etc...mas é assim mesmo....até Jesus sofreu né? quanto mais eu, por tentar seguí-lo?

Beijos

Joana Campos

Anônimo disse...

De Fato, essa é uma questão que se leva horas e nunca chega-se a um acordo. Porém tenho certeza em uma coisa: se eximir de votar por conta de candidatos inexperientes ou inescupulosos não adianta nada. O que devemos ter em mente é termos consciência política para votar e, na medida do possível, tentar mudar aos poucos o jeitinho brasileiro de se levar o nosso país adiante. Devemos ter o dever moral de lutarmos por uma velhice justa, e uma vida melhor para filhos, sobrinhos, netos...
Bjos - Gisele Gonçalves.