11 abril 2010

TER FÉ

Minha mãe sempre nos dizia que precisamos ter fé em algo. Em algo ou alguém, que mesmo sem conhecermos ou vermos ou explicarmos, nos traz tranquilidade e esperança. Aconteceu um fato comigo há muitos anos atrás e lembrei-me dele por saber que o menino de uma querida, esta com cálculos renais. Já sofri, infelizmente muito, desse mal. Mas felizmente, posso escrever agora que, JÁ SOFRI. Sim, no passado. Pois bem. Estávamos, eu, bonitão e crianças, minha irmã Juju e sua família, em Porto Epitácio, em férias de final de ano, quando na noite do dia 31 de Dezembro, lá pelas vinte e duas horas, comecei a ter dores. Aquelas benditas dores causadas por cálculos renais que já conhecia tão bem, afinal já tinha passado por mais de uma dúzia delas e expelido mais de cinco cálculos. De quando em quando elas voltavam e acabavam com meus dias. Nessas ocasiões a internação hospitalar era inevitável e os medicamentos necessários. Mas dessa vez, estava bem longe de casa, com a família toda em festa. Chamei minha irmã de lado e comentei com ela o que estava acontecendo. Tomei um medicamento indicado por meu médico, medicamento esse que levava sempre comigo para todo lugar que fosse e com a ajuda da minha irmã, tirei a roupa de festa e me vesti com roupas mais apropriadas para uma ou mais noites em um hospital. Nesse momento, passou por nossa barraca, sim estávamos acampados, um rapaz de uma turma que ao chegarem no camping durante a tarde e sem a menor ideia de como armar a barraca, receberam de nós, uma ajuda e tudo se resolveu de imediato. Campistas são sempre assim. Uns ajudam outros. Mas voltando à minha cólica, o rapaz passou e vendo minha irmã e eu com caras de paisagem e aflitas perguntou se podia ajudar em alguma coisa e Juju lhe contou o que estava ocorrendo. Ele pegou minhas mãos e me pediu só um minuto, apenas um minuto. Num instante todos os MALUCOS BELEZA que foi como ficaram sendo chamados por nós, se reuniram em minha volta e muito silenciosos colocaram as mão na altura dos meus rins. Eu, de costa para eles, abraçada à minha irmã, só ouvia minha respiração e o choro baixinho dela. Nesse instante, pedi muito por minha saúde e parece que o mundo todo parou. Não se ouvia nada. Aquele camping, tão cheio de gente, todos em festa, música alta, gritos e cantos, de repente se tornou um silencio só. Um lugar calmo. Como imagino ser o o céu. Não sei quanto tempo demorou aquele "ritual". Só sei que quando eles, um a um me abraçaram, diziam ao meu ouvido,"Dessa vez, ela não vem. Essa cólica, não vem". E não veio. De longe, o bonitão assistia à tudo com respeito e silencio. Quando ele se aproximou de mim e perguntou "E aí, vamos?". Não sabia o que responder, pois até o mal estar e a dor fraca que é o prenúncio da danada cólica, tinha passado. Não sentia mais nada. Ele então falou que ficaria tudo bem e que também tinha certeza de que eu tinha passado por essa. Como explicar? Ou por outra, porque explicar? Só tenho a agradecer por aqueles malucos estarem ali naquele momento e terem sido o instrumento de minha fé. Terem me lembrado que devemos abrir portas para um poder maior e pedir por ele. Nunca me esqueço daqueles meninos. Bagunceiros, ruidosos, alegres e tão cheios de força, de fé.

6 comentários:

Sandra Peres disse...

Eu acredito em milagres, não duvido de nada, sei que tudo pode acontecer!!!
Tenho muita fé e não deixo de trabalhar nunca, mesmo resmungando, lembro de agradecer, por que se está ruim, tb pode piorar!!!

Penso sempre positivo, espero o melhor sempre!!!

Beijão

Débora disse...

Durante a aula no curso de farmácia,uma amiga minha, q estava em tratamento da depressão reclamava tds os dias de dores nas junatas do corpo joelhos,cotovelos,tornozelos,punhos, td doia e muito...eu de repente à chamei e fomos ao banheiro...pedi á ela q fechasse os olhos e relaxasse, e dei um "passe"...energisei seu corpo, trazendo as coisas negativas q estavam com ela para mim...depois fui ao centro que frequento e tomei um passa para me limpar...ela melhorou instantaneamente,e até hj lembramos desse dia...mas nada adiantaria sem a fé dela, sem a confiança dela em mim...acredito mto numa força maior, q vem de Deus sim, e guiada por espíritos de luz, q servem ao senhor por nós...bjs e um ótimo domingo!

Glorinha L de Lion disse...

Vc sabe amiga que atéia sou...mas acredito na energia que temos...acredito mesmo que somos energia pura, muitas vezes contaminada por energia ruim que nós mesmos temos...acho que a força da união, de pensamentos vibratórios do bem, podem sim curar males e sofrimentos...por isso falo sempre na "nossa Corrente do Bem"...digo nossa, pq sou eu, você, sua cucla e todas as minhas amigas blogueiras, que se tornaram minhas irmãs, apesar de nunca tê-las visto ao vivo...mas sinto que estou cercada de gente com alma! Acredito nessa energia tão boa que trocamos e acho que através dela, podemos sim, transformar a vida de muita gente!
Seu caso foi exatamente isso, uma corrente forte de pensamentos bons...grande beijo minha amiga e que bela estória de Corrente do Bem!Fique bem e com saúde!

Tatiana disse...

"Assim na Terra como no Céu". Tenho fé em algo maior que está lá em cima e está aqui embaixo dentro de nós.
Para mim não existe nada que não seja possível!
Linda história de fé amiga!
Que essas malditas pedrinhas nunca voltem. Já sofri com elas também!
Bjs

Leci Irene disse...

Menina, primeiro é bom saber que já estás podendo sentar.. ehehe... desculpas! Que bom qu vc está bem!
Em segundo lugar, estou aqui num quase choro, emocionada com as tuas palavras... E o socorro, na maioria das vezes, vem de onde menos se espera!
Acredito na força da fé....

Anônimo disse...

Tia...não lembras de onde eram aqueles "loucos"?? do grupo de jovens da Igreja Messianica de Presidente Prudente... é aqueles malucos é que me fizeram perseguir e persistir até hoje na minha fé..Johrei... Eu era pequena mas me recordo como hoje...Siabas que quando tiveres qualquer sentimentos ou dores..existem muitos "loiucquinho" bem pertos de ti.. Outra coisa...não me canso em dizer que Te amo. Chris