06 outubro 2010

NOSSO CARRINHO DE FEIRA

Toda quarta-feira, aqui no Carrefour perto de casa, onde faço minhas caminhadas, é dia de feirinha. Todos os hortifrutis são vendidos com preços reduzidos. Por esse motivo, é comum ver pessoas no supermercado com carrinhos de feira. Hoje me lembrei de um que meu pai fez para usarmos. Mamãe, a mana Cassia e eu íamos toda semana à feira para abastecer a casa. A família era grande e as vezes, apesar de virmos sobre ou super carregadas com pacotes e sacolas, tínhamos que fazer nova viagem à feira, para comprar tudo de que precisávamos. Um dia minha mãe pediu um carrinho de feira para meu pai, ao que ele respondeu que ele próprio faria nosso carrinho. -Vai dar merda, pensou minha mãe. E insistiu que ele comprasse um, mas meu pai retrucou dizendo que os que estavam à venda eram muito fracos e não aguentariam muito tempo. -Não vai prestar, pensou minha mãe. Mas meu pai se armou de todo conhecimento em tudo que ele tinha, era um auto didata incrível, sabia de tudo não um pouco, mas muito. Sendo assim, foi para o barracão onde estavam suas ferramentas e muito material disponível e começou a fazer o tal carrinho. Para a parte traseira do carrinho, usou uma madeira tão grossa que só o peso dela já equivalia a muitas sacolas cheias. Mas não foi só. Usou como rodinhas, umas que tirou de um triciclo sem uso. Mas o mais incrível e impensado por nós mortais foi o "corpo" do carrinho. Usou uma chapa de zinco. Fez uma peça com um cano para poder à marteladas fazer furos nessa chapa de zinco, "enfeitando" assim o carrinho com furos milimetricamente posicionados, formando desenhos. O puxador do carrinho foi feito com caninho bem fininho onde papai teve o cuidado de colocar uma espuma no lugar das mãos, para desse modo não machucá-las. Depois do carrinho pronto, trouxe-o para o meio da sala onde a geringonça foi exibida. Mais parecia um foguete. Todo em zinco, esburacado em detalhes vazados, com rodas grandes para um carrinho de feira, o puxador bem mais comprido do que os comuns, atendendo assim à altura da mamãe, enfim, uma geringonça funcional, robusta, que duraria a vida toda e era capaz de aguentar o peso até de um adulto que aventurasse a entrar nela. Tamanho, tinha para isso. Era enorme. Uma das maravilhas do universo, perfeita, se não fosse pelo detalhe do peso. Vazio, o MASTODONTE, como foi apelidado por nós, era mais pesado que muitas sacolas cheias de frutas e verduras. Mas passado o susto, minha mãe se resignou a usá-lo e com o tempo, era uma farra o dia de ir com ele à feira. Uma, por chamar a atenção de todo mundo, outra por Cassia e eu revezarmos no passeio que fazíamos de carrinho. Cada dia era uma que puxava a outra dentro dele. Diversão pura. Ô saudade!!!!!!!!!!!!!1

13 comentários:

ELIANA-Coisas Boas da Vida disse...

pelo visto era bem moleca né Welse???
beijo

Tatiana disse...

Welze, morro de rir com suas histórias! Imagino as "moças" puxando o Mastodonte (com cara de foguete) hahahahaha....
Você deveria escrever um livro de "causos"!!!
Obrigada por compartilhar esses momentos tão divertidos!
Bjs

Gina disse...

Imperdível essa história, Welse!
E não tiraram foto do tal carrinho?
Concordo com a Tatiana, um livro iria bem para contar os casos de família.
Bjs.

Nilce disse...

kkkkkkkkkk

Só por Deus mesmo.
Fiquei aqui lendo e montando a geringonça na minha cabeça. E o peso, esqueceram?
Também tenho muitas histórias gostosas da minha infância. Quantas saudades.

Bjs no coração!

Nilce

Gina disse...

Estou voltando para dizer que amanhã tem um sorteio muito especial no NacoZinha. Coisa de mãe, sabe?
Bjs.

JOANA CAMPOS disse...

Oiê!

Menina, essas lembranças nos faz tão bem não é? me sentí na feira lhes vendo!´~Oh saoudozismo!


Bjs querida

Joana Campos

Maria Inês Feijó disse...

Oi querida!!!Fiquei imaginando a farra que vcs faziam puxando o carrinho!!Lembrar bons momentos sempre é bom, não é??Bjs

Deia disse...

Welze, essa história é ótima! Seu pai era de que nacionalidade? Porque convivi com muitos portugueses, e, ao ler o seu texto, fui me lembrando das histórias por eles contadas que muito me lembraram essa determinação de seu pai! Um beijo enorme, de dentro de um foguete, Deia.

Fátima disse...

Ai MENINA rs,que delícia deve ter sido sua infância,tão bom ter histórias de pai,mãe e irmãos para viver ,contar e recordar.
Pena mesmo não ter uma foto do Mastodonte Espacial.

Já imprimi a receita do "Meladão", vou fazer e comer a metade sozinha.

Beijinho.

ELIANE TAVEIRA disse...

Que bacana Welze, seu pai foi muito esperto. O meu agora está fazendo um blog e estou dando uma ajudinha. Pai é alguém muito especial em nossas vidas!
Bjokas

Eliane

Rachel disse...

Mas que delícia de lembranças, posso imaginar a farra que vocês faziam...ri muito com a sua narração!
Bjuss!!!

Piell Rouse disse...

Welze, fiquei com vontade de conhece-los existe fotos da "belezura"? rsrsrs
beijokas grande
ótima sexta!

Vicentina disse...

Olá amiga querida, não tô sumida não, e vc não me fez nada não. Esta semana ta muito corrida, estamos preparando pra um casamento em NResende e vc sabe mulher já viu, é roupa, sapato, unhas etc rsrs.
Mas ja tinha lido a história do carrinho e achei muito interessante seu pai devia ser muito caprichoso, adorei seu pudim de padaria, qualquer dia vou esperimentar fazer.
São quase 8 hs e já estou de pé esperando a manicure que vem aqui, mas antes vou cuidar do cabelo rsrs, então resolvi entrar aqui e vi seu recado, fique tranquila tá tudo bem.
Bjs tenha um bom final de semana.