
Depois de algum tempo contando com a ajuda de uma faxineira e fazendo nos intervalos das ditas, uma MANUTENXINA, hoje peguei minha casa de jeito. Estava querendo fazer isso. Por vários motivos.
Um, a faxineira mexe, precisa mexer em tudo e tem coisinhas minhas que eu não gosto que ninguém mude de lugar.
Outro, está cada vez mais caro e o serviço, menos bem feito. Parece que a pessoa depois de pega uma certa intimidade com você e a casa, ao invés de melhorar, fazer com mais carinho, parece de descamba. Faz à olho, querendo ir logo embora.
Mais um, eu nunca fico sem fazer nada no dia que a faxineira está em casa. Vou fazendo alguma coisa. Não consigo ficar só olhando. Não dá. Então, pagar e fazer junto? Achei melhor fazer sozinha. Deu super legal. Logo pela manhã, arregacei as mangas, dobrei as pernas da calça até os joelhos, um frio danado que estava cedinho e munida de material de limpeza, lá fui eu, lépida, faceira, alegre, acompanhando um CD de rock que já havia colocado e cantando no último volume. Ô coisa boa. Fazer faxina pra mim, como já postei aqui, é uma delícia. Faço tudo ao meu tempo, do jeito que quero. Não sigo planilhas, regras, nem nada, o que vai saindo, sai. A casa ficou uma belezura. Cheirosa que só ela. Foi bom ter mexido nos produtos de limpeza. Percebi que alguns deles, estão quase que intactos ainda, apesar de terem sidos comprados há um certo tempo. O tubo de limpa vidros por exemplo, ainda está cheio. A faxineira usava sabão em pó, aquele para roupas que custa caro pra caramba, para lavar tudo. Os azulejos também eram lavados com o tal sabão em pó. Quer dizer, um desperdício do meu dinheiro. O sabão em pó que compro para lavar roupas, é bem carinho, mas é o único que não me dá coceira na mão, mas não precisa lavar a casa toda com ele, não é? Tive uma faxineira por alguns meses que durante esse tempo todo, nunca lavou os azulejos da cozinha. Só limpava com um produto forte pra caramba. Resultado, quando ela parou de fazer faxinas para mim é que eu percebi como os azulejos estavam sujos. A outra que veio em seu lugar, ao contrário, queria jogar água com a mangueira. Um dia notei que ela tinha passado a mangueira do quintal pelo meu quarto para chegar ao banheiro. Nossa senhora, que molhadeira! E dá-lhe esguichar água nos azulejos. Pedi para maneirar na dose se não os coitados viriam a baixo num piscar de olhos. Uma tanto, outra tão pouco. Mas comigo não. Eu faço do jeito que acho certo, melhor para mim, para minha casa, que já é bem velhinha e fico feliz da vida. Já me condenaram aqui por gostar de serviços domésticos, mas gosto mesmo. Afinal os faço para mim, para os meus. Dá gosto depois de tudo arrumadinho, tomar banho, sentar na sala cheirosa, comer uma panqueca de maçãs e relaxar até a hora do jantar. Gosto mesmo dessa sensação. Nada contra quem não gosta, mas eu gosto. Tenho uma pessoa para fazer faxina, mas o serviço não me assusta. Encaro na boa. Enquanto ela resolve seus probleminhas, vou na boa. E ainda faço economia. Quem sabe rola uma garrafa de um bom vinho para mais tarde? Um papo gostoso com o bonitão, acepipes e um vinho gostoso. Ô COISA BOA!