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03 maio 2011

EU



É isso, hoje vou falar sobre a Welze Fátima. Eu mesma. Meu genro com certeza desaprovaria totalmente essa postagem, por questões de segurança, mas vou ariscar e lá vai. Tenho 57 anos, casada, dois filhos casados. Muitos sobrinhos, irmãos, cunhados, que estamos sempre uns enroscados nos outros. Família unida à toda prova. Nasci e moro no interior de São Paulo, bem pertinho da capital. Já morei em Ipauçú, interior de São Paulo e Salvador na Bahia. Sou filha de português de Aveiro e mamãe era sorocabana filha de tropeiro. Sou contabilista, nutricionista técnica, revendedora de produtos Avon. Motociclista, como todos na família. Adoro cozinhar para mim, para poucas ou muitas pessoas. No final do ano passado fui surpreendida com um problemão na saúde. De lá para cá, estou sempre às voltas com consultas e exames. Hoje mesmo, tirei sangue para cinco exames diferentes. Tenho já agendadas algumas tomografias e Raio x, retorno com Onco no final dessa semana e mais pra frente já consulta com Procto. Minha vida está meio que bagunçada por conta dessas novidades. Estou acostumada a fazer pelos outros e agora fazem por mim. É diferente e estranho. Mas aceito, é claro, agradecida, na boa. O diagnóstico, nada tranquilo, caiu como uma bombinha, de média proporção na minha cabeça. Digo isso, pois há anos, já intuía algo semelhante e até já conversara sobre o assunto com meu médico. Mas mesmo assim, houve o estouro da bomba. Passei por uma série de sensações. Pânico, medo, susto, tristeza, desconforto, impotência e mais uma porção delas. Só uma sensação, tenho certeza que nem eu, nem ninguém da minha família teve, DESESPERO. Essa não. Temos fé, estamos na fé. Mais unidos que nunca. Mais juntos e confiantes que nunca.

Vocês podem perguntar o porque dessa postagem. É que muitas pessoas, em seus comentários, me perguntam a cerca de minha saúde. Outros queridos que chegaram ao bloguinho à pouco, ainda não sabem muito a meu respeito. Por isso achei oportuno essa postagem de hoje. Estou bem, estamos bem. Cada vez melhor. Com uma baita ansiedade, mas bem. Com uma baita pressa de que tudo acabe, mas bem. Essa sou eu. Um pouquinho de mim. Agradeço o interesse de todos que perguntam pela minha saúde. No aguardo de acontecimentos ótimos, vamos que vamos.

03 fevereiro 2010

sou como sou...

Respondendo a um comentário que uma pessoa fez de uma postagem minha, parece que criei certas dúvidas, quanto ao meu jeito de ser. A pessoa comentou sobre um post que fiz, sobre a CONTAGEM REGRESSIVA do meu aniversário, dizendo que eu fico ansiosa para chegar o tal momento e me esqueço que cada minuto que vivo nessa ansiedade, estou mais perto da morte. São instantes que conforme chegam , estão encurtando minha existência. Mas o que eu não deixei muito claro, para essa pessoa pelo menos, é que , apesar de ansiar por momentos, nunca, eu disse nunca, esqueço de viver intensamente, os que estão no ato acontecendo. Meu dia tem vinte e quatro hora como de todo mundo, mas eu vivo intensamente essas vinte e quatro horas. As vezes, minha ocupação, o modo como ocupo algumas dessas horas, é planejando, cuidando, zelando e pré vivenciando algo que sei e quero que ocorra. Estou ansiosa por um momento, sem deixar aquele estou vivendo, passar incólume ou desapercebido. Tenho quase 56 anos, tenho vivido assim e me faz bem. Sou ansiosa, hipertensa leve por isso, mas nada que um controlezinho e uns instantes de calmaria, não regularizem tudo. E como escrevi, tudo na minha vida é excitante. Meu simples acordar o é. Meu café da manhã, faço ser assim. Meus cuidados com a casa e com meus bichinhos, passarinhos e cachorrinha, são excitantes. Eles adoram quando chego perto deles, me passam sinais de que gostam da minha presença e cuidados. Isso não é excitante? Mas nessa hora, por exemplo, estou ali com eles, adorando ouvir o canto dos passarinhos, Menino, Verdinho e Pequenino e a bagunça da cachorrinha Vivi, mas já estou pensando no que fazer de almoço para agradar meu filho Bruno, que logo logo estará ali. Anseio por sua chegada. Se isso é estar correndo para a morte, é bom ela estar bem longe, pois acho que continuarei assim. Na minha idade, mudar comportamento, só se eles forem reprováveis, o que penso que os meus não sejam. Espero ter me feito entender.

10 janeiro 2010

CABELO CRESPO


A moda as vezes é bem cruel. Se você não tomar cuidado, ela lhe escraviza na boa, sem você nem perceber. É legal, à medida do possível, ser uma pessoa antenada com a moda de roupas, sapatos, acessórios, estilo de vida, enfim tudo. Mas há que se ter muito cuidado. Há que se ter parcimônia, para não virar um boneco, um joguete na mão da DONA MODA. Já vi pessoas estarem ridículas, com certas roupas, ou sei lá o que, que não lhe dizem o menor respeito, nada a ver com a tal pessoa e ela lá, achando que está abafando. É claro que se a pessoa estiver bem, tudo bem, mas acho que dá para conciliar roupas por exemplo, que estejam na moda, com seu tipo físico, com o lugar que está frequentando, com sua idade, seu padrão de vida e mais alguma coisa. Tem gente que faz até sacrifício para adquirir um determinado modelito, só para estar NA MODA. Não pode, não é certo. Daqui a pouco tempo, esse mesmo modelito, não terá outro destino que não seja um brechó, ao qual você o venderá pelo preço de um passe de onibus, isso se tiver sorte. Então, pega leve. Outra moda que escraviza se a gente não tomar cuidado, é a dos CABELOS.
Nossa, como sofri com meus cabelos crespos quando a moda era tê-los lisos. Como eu os fiz sofrer. Era um tal de lavar os cabelos compridos e com eles ainda molhadíssimos fazer uma TOUCA, que era enrolá-los em volta da cabeça e amarrar um lenço de seda bem apertado por algumas horas e no meio do tempo, virar os cabelos e enrolá-los ao contrário. Essa prática dava uma dor na raiz do cabelo, que só quem fez isso pode dizer. Arrebentava o cabelo, demorava horas para secar o dito cujo, dava uma certa dor de cabeça e tudo isso para te-los até a próxima lavagem, lisos e soltos como não vieram ao mundo. Isso se não estivesse chovendo, pois se isso acontecesse, adeus touca. Os danados encurtavam e encrespavam em segundos. Você saía de casa com eles pela cintura e voltava com os mesmos cabelos pelos ombros. Ah, como eu queria nessa época, ter cabelos lisos. Via fotos da minha mãe e tias, de artista de cinema de muitos anos atrás, com cabelos lindo e crespos e sonhava com essa moda de volta. Mas que nada. A MODA era ter cabelos lisos, então, TOUCA neles. Um apetrecho sem o qual ninguém de cabelos compridos saía de casa, era um bom pedaço de elástico, pois se o tempo mudasse de seco para úmido, o negócio era fazer um bom e belo rabo de cavalo. Eu, como uma estação metereológica ambulante, avisava com uma certa antecedência a todos, quando ia chover, pois meu cabelo já começava a encrespar muito antes do céu avisar que a chuva chegaria. Agora, com a idade e deve ser por conta dos hormônios, meu cabelo está ajeitadinho, mas justo agora, que tem tanto recurso para mantê-los como se bem quiser. A moda de cabelos lisos, judiou um pouco de mim. Tinha cabelos, mas não tive cabeça para perceber isso naquela época

08 janeiro 2010

estou gorda, feliz, mas gorda!


Nossa, como engordei! E isso para mim é novidade, pois mesmo quando entrei no climatério e depois da menopausa, não aumentei o meu peso. Sempre me alimentei muito bem, de 3 em 3 horas, como manda o figurino, como muita verdura e legume e as vezes troco a refeição por uma boa fruta ou salada delas. Sempre com parcimônia, nem mais nem menos. Como de tudo, mas manero na quantidade. Assim sendo, nunca tive grandes problemas com o aumento de peso. Meu peso sempre flutuava no máximo em um quilo e meio para mais ou para ,menos. Mas desta vez, Senhor da Glória! Parece que sem comer nada diferente, sem me dar conta, adquiri, não digo que ganhei, mas sim que adquiri uns quatro quilos, que nem imagino de onde vieram. É claro que isso é conversa mole. Sei muito bem de onde eles saíram. E muito melhor, sei onde eles entraram. No meu corpo! No final do ano, estava com o peso de sempre, legal para mim, que sou grande por inteiro. Sou tamanho I de imensa. Tenho um metro e setenta e dois e pesava setenta e cinco quilos. Como estavam bem distribuídos e tenho ossos grandes, então estava tudo bem. Mas de repente, tive que parar com as caminhadas por conta do meus amigos Left e Right, meus esporões e assim, deixei de queimar muuuuitas calorias todos esses dias. Com o agravante de tomar um bendito de um remédio, antiinflamatório que me trancou o intestino e me deixou super inchada. Para me consolar de tanta dor, lancei mão para alguns agrados, meio que engordativos. Então, entrei o ano com muito peso. Já estou tratando disso e logo logo estarei de novo no meu normal. Falarei mais sobre isso, por esses dias. Estou feliz, mas estou gorda! A figura que ilustra esta postagem emprestei da Dani. É lindinha, adoro!

07 janeiro 2010

sou como sou...

NÃO ME ARREBENTO, FAÇO TUDO NUMA MUITO BOA!!!

Lendo os blogs por aí afora, tenho me deparado com uma situação meio que cômica até. A gastura e ojeriza que muitas pessoas tem dos trabalhos domésticos. Acho meio estranho, porque pra mim, é tão normal fazê-los que nem encaro isso como uma tortura, como tenho sentido ser para muuuuuita gente. É claro que gosto de passear, de viajar, vou pra todo encontro de moto que posso, sendo longe ou perto, faço minhas visitas, minhas compras, minhas caminhadas, recebo amigos em casa, tudo isso sem deixar de cuidar dela. Agora não trabalho fora, mas sempre trabalhei e de igual modo, já nessa época, cuidava da minha casa. Sempre tive a ajuda do bonitão e das crianças. Podia contar com eles, coisa que agora, ficou mais difícil, mas por outro lado, agora, minhas ocupações são todas em casa mesmo. É na minha casa que revendo produtos AVON, é em casa que faço bolos para alguns fiéis consumidores, é em casa que exerço minha atividade de contadora e de nutricionista técnica. Acho tempo para tudo. É claro que não subo os degraus da Igreja, maravilhosa Igreja da Penha, de joelhos, por uma faxina. É claro que não deixo de passear nem tomar minhas cervejinhas geladas com o bonitão, por causa de uma faxina, é claro que não deixo de acompanhar meu bonitão à uma viagem inesperada, por estar fazendo faxina. Largo tudo de uma maneira que a casa não venha abaixo, e vou lépida e faceira passear com ele. Então, é por isso que me incomoda e me entristece saber que tanta gente reclama dos afazeres domésticos. Eu os faço por mim, para mim, porque gosto.. Faço à minha maneira, ao meu tempo, quando acho que preciso. Sem neuras, nem sacrifícios. Adoro ver minha casa brilhando, cheirosa, gosto de pisar no chão que ate´assobia de tão limpo, amo trocar as flores, acender incenso, colocar roupa de cama limpinha e cheirosa. Gosto de tudo isso. Que pena se alguém acha que tudo isso só tem o lado do esfrega, esfrega, puxa, empurra, lava, seca. Não vejo assim. Já começo sempre meus dias, de faxina ou não com música que gosto tocando em alto e bom som. O resto, vai fluindo normalmente. Simples assim.